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Escola Secundária Abel Salazar descobre a outra face do Rio Leça

Duas turmas da Escola Secundária Abel Salazar de São Mamede Infesta, no âmbito das actividades desenvolvidas pelo Complexo de Educação Ambiental da Quinta da Gruta, efectuaram uma visita à nascente do Rio Leça no passado dia 12 de Novembro, descobrindo a beleza deste curso de água.

Na nascente, a 425 metros de altitude no lugar de Redundo, freguesia de Monte Córdova, os cerca de 50 participantes não demonstraram grande entusiasmo ao repararem no pequeno fio de água que brota por entre os blocos graníticos.

No entanto, à medida que acompanhamos o percurso do Rio e aumentava o caudal devido aos inúmeros pequenos afluentes que existem naquela zona, a disponibilidade e expectativa dos participantes foi-se alterando positivamente.

A segunda paragem ocorreu no Engenho Hidráulico de Pereiras (Serra Hidráulica), um edifício do final do século XIX, que utiliza a força motriz da água para transformar troncos de madeira em tábuas ou barrotes. A montante deste edifício existe uma levada, construída para fornecer água ao Engenho, tendo sido recentemente recuperada paisagisticamente e transformada num aprazível parque de merendas, tendo sido preservada grande parte da vegetação ripícola, nomeadamente amieiros, freixos e dois exemplares centenários de Carvalho Alvarinho.

Em Valinhas, povoamento de Carvalho Alvarinho classificado de Interesse Público, desde 1940, aos participantes foi explicada a importância dos bosques autóctones para a promoção da biodiversidade, bem como a importância do controlo de comunidades de plantas invasoras, como é o caso das acácias.

Anexo a Valinhas, situa-se um dos principais pontos de interesse de todo o Rio Leça - as quedas de água de Fervença. Neste local, o rio deixa o leito relativamente calmo para se precipitar sobre enormes blocos graníticos, proporcionando um espectáculo único, potenciado em dias de sol e caudal elevado. Os participantes ficaram deslumbrados com o cenário.

São Lázaro, em Valongo, foi a próxima paragem, onde a ponte romana fez as delícias dos participantes, bem como toda a envolvente escarpada devidamente recuperada e integrada na paisagem envolvente.

Os Moinhos de Alvura na Maia, representaram um interessante ponto de paragem, uma vez que foi possível visualizar o interior de um antigo moinho abandonado, percebendo a essência do seu funcionamento.

Última paragem no Parque da Ponte do Carro em Matosinhos, para desfrutar de um pequeno mas confortável espaço verde, onde se destaca a Ponte, construída em blocos de granito irregulares, característica da Idade Média (Séc. XII - XIII).

Foi uma visita muito proveitosa para todos os participantes, possibilitando a percepção do impacto do Homem nos recursos hídricos, com especial destaque para a poluição doméstica e industrial. 

Foto reportagem da visita.

 

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