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Primeira estufa europeia para preservar borboletas

Um Mundo a descobrir


As asas em tons de amarelo e laranja dão à borboleta monarca uma beleza especial. Poisadas nas plantas que mais as atraem ou simplesmente esvoaçando ao longo dos 220 metros quadrados do LagarTagis, que hoje é inaugurado no Jardim Botânico, em Lisboa, várias espécies de lepidópteros dão um toque de magia a todo o espaço. Um local de observação e de beleza, mas fundamentalmente de preservação das borboletas do continente europeu.

 A primeira estufa europeia de borboletas vivas nasceu "de um projecto de divulgação científica, denominado Borboletas através do Tempo", explicou ao JN Patrícia Garcia Pereira, bióloga e coordenadora científica da Tagis (Centro de Conservação das Borboletas de Portugal). Começou-se, então, a "fazer criação em cativeiro, num laboratório que funciona como uma maternidade", estando o processo de transformação da lagarta em crisálida e depois em borboleta ao alcance dos olhos dos visitantes mais curiosos e pacientes.

 A função pedagógica é, aliás, um dos objectivos do LagarTagis, como fez questão de frisar aquela responsável "Criámos um ecosistema o mais natural possível, com canteiros onde proliferam as plantas que mais agradam às várias espécies de borboletas". Assim, salientou "se as pessoas quiserem atrair borboletas para os seus canteiros ou jardins, ajudando à sua preservação, já sabem que plantas devem escolher".

 As crianças são também um alvo privilegiado da missão que os responsáveis do LargaTagis querem desempenhar. Daí a criação de ateliês, onde "os miúdos aprenderão a complexa biologia dos insectos que ali se desenvolvem".

 Por enquanto são apenas cinco as espécies que residem na estufa. Além das borboletas monarca (em maior número), existem as borboletas-da-couve, a borboleta-do-medronheiro, a cauda-de-andorinha e a borboleta do limão. Porém, explicou Patrícia Garcia Pereira - autora do único estudo sobre borboletas em Portugal - nesta altura há muito mais lagartas do que borboletas.

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