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Projectos

1) O Programa RECRIMAIA: Combate às ligações clandestinas

O Concelho da Maia possui a mais completa e bem equipada rede de saneamento do país. Contudo o seu funcionamento é prejudicado pelas ligações clandestinas das águas pluviais e residuais. 

tubagens saneamento

Carregadas com grandes quantidades de matéria orgânica e microrganismos, se as águas residuais e dos esgotos forem lançadas, sem tratamento prévio, nos rios, lagos e albufeiras, constituirão uma grave ameaça para a saúde das populações.

Logo, a ligação dos esgotos deverá ser realizada para o colector de águas residuais, de acordo com o n.º 2 do artigo 3.º do Regulamento relativo às Ligações de Águas Residuais e Pluviais no Concelho da Maia.

Ou seja, o melhor é não encaminhar os seus esgotos para a rede de águas pluviais ou para a valeta da sua rua.

A ligação de águas pluviais deverá ser realizada para o colector de águas pluviais. De acordo com o artigo 12º é proibido o desembaraçamento directo de águas pluviais para o colector de saneamento – Regulamento relativo às Ligações de Águas Residuais e Pluviais no Concelho da Maia.

Por isso, apelamos para que não encaminhe as águas pluviais para o saneamento.

A Câmara Municipal da Maia, através do Programa RECRIMAIA, disponibiliza um serviço de apoio e comparticipação nos custos de ligação de habitações ao sistema da rede de saneamento.

Para mais informações sobre o Programa RECRIMAIA, contacte:

- Espaço Municipal - Renovação Urbana e Gestão do Património

  Avenida D. Manuel II, 2070 - piso 6

  6447-200 Maia


2) Projecto de requalificação das linhas de água

PROJECTO DE DESPOLUIÇÃO DO RIO LEÇA NO CONCELHO DA MAIA

"CORRENTE RIO LEÇA"

O rio Leça nasce em Monte de Santa Luzia, acima do lugar de Redundo, Concelho de Santo Tirso, a uma altitude de 420 m, numa extensão de 48 km até à foz no Oceano Atlântico, atravessando o Porto de Leixões no concelho de Matosinhos. A sua bacia hidrográfica estende-se por uma área de cerca de 185 km2, tendo um escoamento anual de 107 hm3. Os afluentes que mais contribuem para este caudal, são a Ribeira do Arquinho e a Ribeira de Leandro, ambas com bacia hidrográfica no Concelho da Maia.

O rio Leça sofreu profundas alterações aquando da construção do Porto de Leixões, e o seu percurso foi sendo moldado pela evolução industrial vivida no final do século XX, da qual foi uma das primeiras vítimas em Portugal. Infelizmente este rio, que era local de lazer de referência para as populações, tanto pela beleza das suas margens rurais, como pelo seu enquadramento urbano, com um património molinológico de grande valor, sucumbiu às más praticas ambientais, recorrentes da pressão antrópica e da industrialização de Portugal no final do século XX. 

 

A Câmara Municipal da Maia ao longo das duas ultimas décadas tem vindo a desenvolver esforços avultados ao nível ambiental, dotando o Concelho de infra-estruturas essenciais, para dar resposta aos desafios da gestão sustentada dos efluentes gerados no Concelho. Tendo em vista a melhoria do estado dos recursos hídricos, a câmara Municipal da Maia assinou, no dia 30 de Junho de 2008, o protocolo de colaboração “Projecto de Despoluição do Rio Leça no Concelho da Maia”.

 

Este primeiro passo uniu esforços de 14 instituições, que irão dentro das suas especialidades e das sinergias geradas pelo encontro de ideias, contribuir para a execução deste ambicioso projecto. Com esta iniciativa esperamos despoluir a água do Leça através da eliminação das ligações clandestinas de esgotos e correcta ligação à rede de saneamento, efectuar a limpeza e a recuperação ecológica das suas margens, e monitorizar a qualidade da água. O presente projecto materializa um vector de comunicação prioritário com a população, através de acções de voluntariado, tendo em vista a sua sensibilização e educação ambiental. Desta forma iremos subverter, em certa medida, os efeitos nocivos da pressão antrópica no rio, usando-a para efectivar a re-aproximação às virtudes do rio Leça e contribuir na resolução dos seus problemas.

Entidades que assinaram o PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Norte

Câmara Municipal da Maia

Câmara Municipal de Valongo

Maiambiente – Empresa Municipal de Ambiente E.M

Serviços Municipalizados de Água e Saneamento da Maia

Junta de Freguesia de Águas Santas

Junta de Freguesia de Gueifães

Junta de Freguesia de Maia

Junta de Freguesia de Milheirós

Junta de Freguesia de Moreira

FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

FCUP – Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Port

DECO – Associação Nacional de Defesa do Consumidor

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

Em 2011, foi realizada uma adenda a este protocolo, para inclusão de 4 novos parceiros, sendo estes:

      A. Empresa Espáço Municipal - Renovação Urbana e Gestão do Património . E.M,

      B. Zoo da Maia,

      C. Projecto Rios

      D. CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos 

 

Relativamente à recuperação ecológica, está a ser elaborado um plano de replantação das margens, com vegetação ripícola, com a finalidade de reabilitar todo o habitat ribeirinho. Este tipo de flora tem grande importância ecológica, já que no seu conjunto, regulam a temperatura das águas, fixam as margens dos leitos, impedindo o seu arrastamento em tempo de cheias, filtram as águas, proporcionam alimento para a fauna, ao mesmo tempo que o seus sistemas radiculares proporcionam refúgio para muitas espécies.

Com esta aproximação ao problema, espera-se a longo prazo, criar condições para a existência de um ecossistema equilibrado. Ao mesmo tempo, o contínuo vegetal irá transformar-se num vector de comunicação ao longo da faixa ripícola, essencial à deslocação das espécies e ao repovoamento de zonas recuperadas. Este projecto combate igualmente as alterações climáticas, através do sequestro de carbono por parte das árvores plantadas.

 

O Projeto base está em fase de consolidação, estando desde 2009 a alargar o âmbito da sua aplicação através de projectos complementares:

 

  • Projeto Corrente Rotas de Reabilitação de Rios - 2009 - A incidir sobre a Ribeira do Arquinho (principal afluente do Rio Leça), através da construção de um percurso interpretativo da natureza, reabilitando o ecossistema, as margens degradadas e o escoamento da linha de água, para que este se possa constituir como um corredor ecológico e simultaneamente uma ferramenta de participação pública e de educação ambiental na temática dos recursos hídricos.

 

  • Projeto Rio Leça Corrente Social - 2010 - Acções de educação, sensibilização ambiental e participação pública nos empreendimentos sociais do município, com o objectivo de estabelecer uma ligação emocional da comunidade aos recursos hídricos existentes na proximidade das suas habitações, com objectivo de promover a sua conservação, reabilitação e fruição.

 

  • Projeto Viagens no Tempo - 2013 - Foi realizada em 2013 a iniciativa Viagens no Tempo com vista à concretização de um caminho pedonal ao longo das margens do Rio Leça, para dar a conhecer a sua etnografia e beleza natural. Foram concretizadas várias ações entre visitas ao percurso, reabilitação de um moinho, limpeza do leito, moagem de milho e foram compiladas as contribuições dos participantes para melhorar e conhecer este percurso.   

 

O projeto “Corrente Rio Leça”, está a devolver o Rio Leça à memória coleciva das populações que convivem na sua proximidade, e torná-lo uma vez mais, um local de fruição da natureza, através da renaturalização das margens, e fomento dos ecossistemas ribeirinhos, pelo enriquecimento da sua Flora e consequentemente, Fauna autóctone. Desta forma estamos a contribuir para a qualidade de vida das populações, e ao mesmo tempo torná-lo um símbolo, provando que a aposta na recuperação do ambiente, disponibiliza um recurso escasso, ao mesmo tempo que se reveste de sentido ético e cultural.

 

Consulte os ficheiros multimédia das atividades desenvolvidas em 2013: http://ambiente.maiadigital.pt/destaques/projeto-corrente-rio-leca-2013-viagens-no-tempo 

 

3) Sensibilização Ambiental através:

Visitas de estudo às ETAR - são realizadas anualmente um elevado número de visitas de estudo às ETAR's e Estação de Compostagem de Lamas de Parada, solicitadas essencialmente por Escolas Secundárias, Faculdades e Centros de Formação.

 

Estágio das ETAR's - são realizadas anualmente estágios nas ETAR's, com duração variável, para alunos provenientes dos ensinos secundário e universitário.

 

Outdoors com icentivo a beber água da torneira - foram colocadas em várias partes do Concelho outdoors com mensagens de icentivo ao consumo de água da torneira, assegurando a garantia de qualidade da mesma para aumento de confiança dos consumidores da água da rede pública.

 

Projectos de Educação Ambiental Quinta da Gruta - são elaborados anualmente no Complexo de Educação Ambiental da Quinta da Gruta, Castêlo da Maia, um conjunto de actividades inseridas num plano com renovação e periodicidade anual, vocacionadas e relacionadas com o tema Água.

 

 

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