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Ar ambiente

Uma tempestade de areia, fogos florestais de origem natural e até o metabolismo de plantas e animais contribuem para a poluição do ar. Porém, a emissão de poluentes para a atmosfera tem aumentado enormemente nas últimas décadas, não por causa de fenómenos naturais, mas sim devido a actividades humanas como a indústria, os transportes, o aumento da população e a sua concentração em grandes cidades, etc.

 

Assim, os poluentes atmosféricos afectam significativamente a qualidade do ar em zonas urbanas, o que se traduz em impactes ao nível da saúde humana e do ambiente:

 

- Degradação dos cursos de água e dos ecossistemas por causa das chuvas ácidas (combinação da água da chuva com os poluentes acidificantes, como os óxidos de azoto e de enxofre).

 

- Aparecimento de doenças respiratórias, cardiovasculares, reacções alérgicas e doenças de pele, provocadas pelo contacto ou ingestão de alimentos contaminados com poluentes atmosféricos, com efeitos agudos a curto prazo ou crónicos devidos a exposições prolongadas.

 

- Formação de poluentes secundários como o ozono troposférico (O3), fenómeno denominado “smog” que se traduz em impactes significativos na saúde, principalmente a nível respiratório.

 

- Danos no património construído, com a degradação de materiais de construção (pedras e metais) pelo ataque químico dos poluentes acidificantes provenientes das chuvas ácidas, escurecimento de fachadas de edifícios, deterioração de tecidos, borrachas e plásticos.

 

Embora a poluição de uma cidade seja um problema importante a nível local, alguns dos poluentes aí sentidos podem ter origem a dezenas, centenas ou milhares de quilómetros a partir da fonte onde foram lançados para a atmosfera.

 

Assim sendo, além de actuar à escala local, a poluição atmosférica tem também um impacto regional, e uma dimensão global. Neste último caso, não importa de onde vêm os poluentes pois o seu efeito na atmosfera é sentido por todo o Planeta. É este o caso do Efeito de Estufa e as consequentes Alterações Climáticas e do chamado Buraco de Ozono, que a par com outros problemas globais resultam da libertação para a atmosfera de determinados gases e partículas em todo o Planeta.

 

As fontes dos poluentes, bem como os efeitos que cada um dos poluentes origina, podem ser muito diversos. Mas há também factores a ter em conta, como seja o modo como são gerados os poluentes, nomeadamente a nível local e regional;

 

Poluentes Primários

São aqueles que são emitidos directamente pelas fontes emissoras para a atmosfera, como por exemplo, os gases que provêm do tubo de escape de um veículo automóvel ou de uma chaminé de uma fábrica. Referimo-nos, por exemplo, ao monóxido de carbono (CO), óxidos de azoto (NOx) constituídos pelo monóxido de azoto (NO) e dióxido de azoto (NO2), dióxido de enxofre (SO2) ou as partículas em suspensão (PTS) e as fracções PM10 (partículas de diâmetro menor que 10 µm) e PM2.5 (partículas de diâmetro menor que 2.5 µm).

 

Poluentes Secundários

São aqueles que resultam de reacções químicas que ocorrem na atmosfera e onde participam alguns poluentes primários. Um dos principais poluentes secundários é o ozono troposférico (O3), o qual se forma ao nível do solo como resultado de reacções fotoquímicas (na presença de luz solar e temperaturas altas), que se estabelecem entre alguns poluentes primários (como por exemplo, os óxidos de azoto, o monóxido de carbono os compostos orgânicos voláteis (COV). O ozono troposférico é um dos compostos que está presente no fenómeno do “smog” fotoquímico, muito frequente nas cidades.

 

De entre os diversos poluentes atmosféricos, existem alguns que, por serem mais comuns, especialmente nas áreas urbanas e industriais, são acompanhados de forma mais intensiva, e por isso, permitem determinar o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), o qual dá informação sobre o estado da qualidade do ar que respiramos.

 

No quadro seguinte são apresentadas sinteticamente as principais fontes de emissão dos poluentes englobados no cálculo do Índice de Qualidade do Ar (IQAr), assim como uma breve descrição dos efeitos destes poluentes na saúde.

 

Poluente Fontes Efeitos no ambiente e na saúde

CO

(Monóxido de Carbono)

Tráfego (especialmente veículos sem catalizador)

Indústrias

 

- Inibe a capacidade do sangue em trocar oxigénio com os tecidos vitais

- Afecta principalmente o sistema cardiovascular e o sistema nervoso

- Concentrações elevadas são susceptíveis de criar tonturas, dores de cabeça e fadiga

NO2

(Dióxido de Azoto)

Tráfego

Indústrias (com queima de combustíveis fósseis a elevadas temperaturas)

- Altas concentrações podem provocar problemas respiratórios, especialmente em crianças, idosos e pessoas mais sensíveis

- Doentes com asma, bronquite crónica, etc. podem também sofrer dificuldades respiratórias adicionais

- É um poluente acidificante, envolvido em fenómenos como as chuvas ácidas (pouco preocupantes em Portugal), as quais acidificam águas e solos e atacam estruturas (ex: corrosão de metais, escurecimento de pedras) e tecidos vegetais

SO2

(Dióxido de Enxofre)

Indústrias com queima de combustíveis com altos teores de enxofre (ex: refinarias, indústria química, pasta de papel)

- Altas concentrações podem provocar problemas respiratórios, especialmente em grupos sensíveis como os asmáticos

- É um poluente acidificante, contribuindo para fenómenos como as chuvas ácidas que têm como consequência a acidificação de águas e solos e a corrosão de metais

O3

(Ozono Troposférico)

Fontes dos poluentes primários (NOx, COV e CO) que originam O3:

- Tráfego

- Indústrias

- Aterros sanitários

- Tintas e solventes

- Pequenas fontes (estações de serviço, equipamentos mecânicos de jardinagem)

- É um composto oxidante, o que se reflecte nos ecossistemas, nos materiais e na saúde humana: causa irritação no tracto respiratório e agrava sintomas (ex: dificuldade em respirar fundo, inflamações brônquicas ou tosse)

- É o principal constituinte do “smog” fotoquímico, o qual é frequentemente associado a diversos sintomas particularmente em grupos sensíveis como crianças, doenças cardiovasculares e/ou do foro respiratório e idosos

- É um dos responsáveis por perdas agrícolas e danos na vegetação   
Partículas Inaláveis*

Tráfego

Industrias (ex: cimenteiras, indústria química, refinarias, siderurgias, pasta de papel, extracção de madeiras)

Obras de construção civil

Processos agrícolas (ex: aragem dos solos)

- São um dos principais poluentes em termos de efeitos na saúde humana, particularmente as partículas de menor dimensão que são inaláveis, penetrando no sistema respiratório e danificando-o

- Têm-se caracterizado por serem, pretensamente, responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias (ex: aumento da incidência de bronquite asmática)

- Podem ser responsáveis pela diminuição das trocas gasosas em espécies vegetais

- Danificam o património construído, especialmente tintas

 * Partículas inaláveis em que podem ser consideradas as PTS (Partículas Totais em Suspensão) ou as fracções PM10 (com diâmetro inferior a 10 µm) e/ou PM2.5 (com diâmetro inferior a 2.5 µm)

 

Como fontes naturais de PM10, para além de poeiras de origem biológica, tem havido uma intensificação destas partículas devido a incêndios florestais e uma preocupação acrescida. Para além das partículas, com o fogo são libertadas NOx, COV (compostos orgânicos voláteis), entre outros compostos que podem ser precursores de partículas secundárias do tipo PM2.5.

 

De forma a facilitar a transmissão de informação a todos os cidadãos sobre a qualidade do ar de uma determinada região, o Índice de Qualidade do Ar (IQAr) pode ser genericamente classificado em cinco categorias: MUITO BOM, BOM, MÉDIO, FRACO e MAU, de acordo com a substância que tiver maior concentração. Assim, mesmo que quatro poluentes tenham índice muito baixo (classificação de MUITO BOM ou BOM) basta o quinto ter um índice muito elevado (ex: classificação MAU) para que o IQAr seja classificado na globalidade como MAU. Os índices provisórios para o próprio dia são disponibilizados às 15h00 e os definitivos às 10h00 do dia seguinte. No caso de alertas de poluição, a divulgação é imediata.

 

Para saber como deve actuar nos casos em que a qualidade do ar apresenta elevados níveis de concentração, consulte os Conselhos ao Munícipe

 

Conheça ainda os alertas para a sua saúde sobre o ar ambiente.

 

Poluição Atmosférica

Monitorização da poluição atmosférica para todo o País. Para ver as estações de qualidade do ar localizadas no Concelho da Maia, consulte os dados disponíveis da Aglomeração Porto Litoral.

Agência Portuguesa do Ambiente: ver aqui

 

Pólenes

Boletim polínico semanal, para todo o País, sobre os pólenes existentes no ar atmosférico.

Rede Portuguesa de Aerobiologia: ver aqui.

 

Risco Meteorológico de Risco de Incêndio
Previsão do risco de ocorrência de incêndios florestais, a partir de dados meteorológicos (temperatura do ar, da humidade relativa, da velocidade do vento e da quantidade de precipitação) das últimas 24 horas.

Instituto de Meteorologia: ver aqui


Índice de Ultravioletas
Índice de exposição aos raios solares UV e conselhos para proteger do Sol para todo o País.

Instituto de Meteorologia: ver aqui


Anomalias de Desconforto Térmico
Índice relativo relacionado com sensação de frio ou calor, o qual depende da temperatura, humidade relativa e vento.

Instituto de Meteorologia: ver aqui

Avisos Meteorológicos
Avisos meteorológicos para toda a Europa, incluindo Portugal, sobre a possível ocorrência de situações de mau tempo, como chuva forte com risco de inundação, trovoadas intensas, ventos fortes, ondas de calor, fogos florestais, nevoeiro, neve ou frio extremo.

Meteoalarm: ver aqui

Protecção Civil

Vários alertas para a população e estado operacional dos serviços da Protecção Civil para todo o País.

Protecção Civil: ver aqui

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