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Ar ambiente na Maia e Grande Porto

A área do Porto Litoral é uma das aglomerações urbanas da Região Norte do País onde existe uma gestão integrada da qualidade do ar. Esta aglomeração abrange a maior parte do território do Grande Porto e outros locais fora da região, incluindo por isso a área geográfica do Concelho da Maia. 

Para além das fontes poluentes ditas “em linha” - tráfego automóvel, na zona que envolve o Concelho da Maia existem várias fontes pontuais como indústrias e outras infrastruturas que devem ser alvo de atenção no que respeita às emissões atmosféricas.

     Poluição Grande Porto

Segundo o Registo Europeu de Emissões Poluentes de 2001, na Maia existem emissões importantes provenientes da Gestão de Resíduos (LIPOR II) e de quatro indústrias de produção e processamento de metais.

Em termos de problemas atmosféricos globais e segundo um estudo da Universidade de Aveiro, estima-se que, em 2001, cada habitante do Grande Porto emitiu cerca de 4 toneladas de gases com efeito de estufa (GEE). Estes são dados que poderão ajudar à percepção de que este não é um problema que está longe mas sobre o qual cada um de nós pode contribuir para minimizá-lo.

      
Gases com efeito de estufa

Para o mesmo período e título de curiosidade, cada pessoa que habita e trabalha no Grande Porto lançou, em média, para a atmosfera 4 toneladas de Dióxido de Carbono (CO2); 11Kg de Monóxido de Carbono (CO); 33 Kg de Óxidos de Azoto (NO e NO2); 6 Kg de Dióxido de Enxofre (SO2).

Para uma medição sistemática destes e de outros poluentes na Região Norte, é fundamental a rede de monitorização da qualidade do ar que existe e que é constituída por diversas estações de medição. A localização das estações tem sempre o intuito de monitorizar as zonas onde se presume que a poluição seja mais elevada e em que as concentrações médias sejam representativas das condições locais. As estações estão equipadas com analisadores automáticos que possibilitam a monitorização em contínuo de vários poluentes.

Dependendo do tipo de ambiente, as estações poderão medir predominantemente ambientes de tráfego, ambiente industrial ou de fundo (área sem fontes significativas i.e. sem grandes fontes pontuais num raio de cerca de 5 km e sem fontes pouco importantes num raio de 300 metros).

O tipo de influência que uma área tem pode ser rural ou urbana/ suburbana (num raio de representatividade entre 1 a 3 km).

Estações de monitorização da qualidade

Legenda: Estações de monitorização da qualidade do ar da Aglomeração Porto
Litoral.  Fonte: Relatório da Qualidade do Ar – 2003 (Rede de Monitorização da Região Norte)



Na Maia existem três Estações de Medida da Qualidade do Ar (Vermoim, Vila Nova da Telha e Águas Santas) que fazem parte da Rede de Medida da Área Metropolitana do Porto. Estas estações medem em contínuo os seguintes poluentes: Dióxido de enxofre (SO2); óxidos de azoto (NOx); Monóxido de carbono (CO); Ozono (O3); partículas e Chumbo (Pb).

As estações de medição da qualidade do ar localizadas no Concelho da Maia estão, naturalmente, distribuídas por três locais estratégicos: 

> Estação de Medição de Vermoim
Esta estação localiza-se na Avenida D. Manuel II, Freguesia de Vermoim.
O local envolvente desta estação caracteriza-se por avenida larga, nas instalações de um estádio de futebol.

 

> Estação de Medição de Vila Nova da Telha

Esta estação localiza-se na Urbanização do Lidador, mais precisamente no pátio da Escola Básica do 1º Ciclo da Freguesia de Vila Nova da telha.
 


> Estação de Medição de Águas Santas

Esta estação localiza-se na Rua D. Afonso Henrique, na freguesia de Águas Santas.
O local envolvente desta estação caracteriza-se por rua estreita.

Na tabela a seguir são apresentados os poluentes atmosféricos monitorizados em cada uma dessas estações:

 poluentes atmosféricos monitorizados

* O PM2,5 começou a ser medido em Novembro de 2003 e é a única estação que mede este tipo de partículas (partículas com diâmetro inferior a 2,5µg).
** Esta é uma das Estações da Aglomeração Porto Litoral em funcionamento com maior série contínua de dados válidos para os principais parâmetros da qualidade do ar.


Evolução das emissões e das concentrações do Índice de Qualidade do Ar (IQAr):

 

Relativamente a cada poluente que compõe o IQAr, houve diferentes evoluções na Região Norte, no período entre 1999 e 2003:

Relativamente ao Monóxido de Carbono (CO), o sector dos transportes foi responsável por 70% da emissão deste poluente, seguindo-se a combustão residencial com 25%. A saber, a Região Norte representa cerca de 31% das emissões nacionais de CO (Fonte D. A. e Ordenamento/U.Aveiro, 2003).

A estação de Vila Nova da Telha (Maia) é das poucas estações da região que, por ser uma das com maior série de contínua de dados válidos para este poluente, permite afirmar que houve um pequeno decréscimo nas concentrações de CO até 2002, tendo voltado a subir em 2003. De qualquer modo, de uma forma geral, verifica-se uma estabilização na emissão de CO na Região Norte. 

Também para o período de 1999-2003, verifica-se uma diminuição das emissões de Dióxido de Enxofre (SO2), resultante do uso crescente de substâncias com menos enxofre, e da crescente generalização do gás natural em substituição de outros combustíveis mais poluentes.

Acerca das partículas - PM10, torna-se difícil concluir sobre a tendência global a médio prazo mas, apesar da flutuação com um pico superior em 2001, os dados de 2003 não são muito diferentes de 1999.

Para a Região Norte e entre 1990 e 2001, o peso dos transportes foi de 66% para a emissão de Óxidos de Enxofre (NO e NO2), seguindo-se a combustão industrial (23%). 

A concentração de Ozono troposférico (O3) deu-se principalmente nas zonas urbanas de Região Norte e deveu-se à reacção com os poluentes primários NOx e hidrocarbonetos.

 poluentes Grande Porto

Sobre a totalidade desses poluentes e a título de exemplo, em 2003, o IQAr na aglomeração Porto Litoral foi maioritariamente BOM (38% dos dias) e MÉDIO (35% dos dias), isto é, cerca de 77,5% dos dias obtiveram índice da qualidade do ar superior a médio. Contudo também se verificou a classificação de FRACO em 21% dos dias e MAU (1% dos dias). Os poluentes que determinaram as situações de IQAr “Médio”, “Fraco” e “Mau” foram as PM10 (em 98% dos casos) e o O3, nos restantes casos. Daqui se conclui que na região onde a Maia se insere, de uma forma geral, os poluentes mais preocupantes são as partículas e o ozono.  

Por fim, chamamos a atenção para o facto de a expansão dos espaços verdes em zonas urbanas facilita a reciclagem do ar, reduzindo os efeitos dos poluentes para a saúde e para o património natural e construído. 

Para descobrir todos os espaços verdes e áreas naturais que pode usufruir na Maia e a melhor forma de se mover dentro e fora da Maia sem ter de pegar no carro, visite os espaços do nosso site: Parques e Jardins, Biodiversidade e Mobilidade.

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