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Combustíveis alternativos

 

Veículos a Gás Natural 

O Gás Natural é uma mistura estável de gases em que o constituinte principal é o Metano – CH4 (83 a 99%). Trata-se de um combustível fóssil mais limpo do que o petróleo e o carvão, e um dos combustíveis mais seguros: não é tóxico e é mais leve que o ar. 

Daí que as vantagens do gás natural (GN) como combustível para o transporte são várias, seja a nível económico, quer ambiental e de segurança, ou em termos de abundância deste recurso

Sendo o gás natural o combustível fóssil menos poluente de todos, as vantagens ambientais directas são várias. Várias fontes indicam que as emissões de dióxido de carbono (CO2) dos veículos a GN podem ser até 20% inferiores; as emissões de óxidos de azoto (NOx) 40% inferiores; não emite dióxidos de enxofre (SOx), e sua contribuição para a formação de ozono troposférico é muito inferior. Além disso, o processo de transformação do metano em combustível é muito menos exigente em termos energéticos do que o processo de transformação dos combustíveis convencionais derivados do Petróleo. Assim, o GN é um combustível ambientalmente mais limpo, quer a nível de produção, quer a nível de consumo.

Os veículos movidos a GN são tão seguros quanto os veículos que operam com combustíveis tradicionais como a gasolina. O gás natural, ao contrário dos combustíveis líquidos e do GPL, dissipa-se na atmosfera em caso de acidente, evitando-se os riscos de incêndio criados por poças de gasolina ou gasóleo no chão.

Relativamente à abundância, o número de anos de consumo das reservas de GN é muito superior ao do petróleo. Há quem refira que mesmo depois de acabarem as reservas de petróleo recuperáveis do planeta ainda haverá GN disponível para 30 a 40 anos de consumo.

Na ausência de uma rede de abastecimento convencional, tem vindo a ser usado preferencialmente em frotas cativas, com pouca exigência de autonomia e com abastecimento centralizado.

Outra desvantagem do GN relaciona-se com o facto de os reservatórios ocupam 4 a 5 vezes mais espaço que os combustíveis tradicionais (nos autocarros localizam-se no tejadilho).

Diversos veículos a gás natural circulam já pelas nossas cidades. A Carris (Lisbos), por exemplo, tem ao seu serviço, desde Setembro de 2001, 20 autocarros de piso rebaixado, VOLVO B10L a gás natural comprimido, dispondo de motores de 244 cv (às 2000 r.p.m.), tendo em 2004, adquirido mais 20 autocarros a gás natural, no âmbito da renovação da sua frota.

 

Veículos a Hidrogénio (pilha de combustível)

Este elemento químico além de abundante, permite através de pilhas de combustível produzir electricidade e retornar vapor de água, reduzindo a emissão poluentes na produção de electricidade. O rendimento é elevado, da ordem dos 50 a 60%, são silenciosas, não dispõem de órgãos mecânicos, o que faz reduzir os custos de manutenção, e também não produzem vibrações. O Hidrogénio, por outro lado, é praticamente inesgotável.

O princípio da pilha de combustível "fuel cell", baseia-se no processo electroquímico que combina directamente Hidrogénio com Oxigénio do ar, a uma temperatura da ordem dos 100ºC, produzindo electricidade e vapor de água.

O maior problema é o facto de não se encontrar hidrogénio isoladamente na natureza, pois encontra-se sempre combinado com outros elementos: oxigénio, carbono, etc. sob a forma de água, metanol, gasolina, ou gás natural. Assim, é necessário possuir uma unidade para reformar o combustível e extrair o hidrogénio. Este processo, embora mais eficiente que a combustão dos combustíveis fósseis liberta gases de efeito estufa (é certo que em menor quantidade).

Apesar dos esforços recentes, existem ainda muitos obstáculos ao desenvolvimento desta tecnologia, que se relacionam com o custo de produção e armazenagem elevado; a pilha de combustível ainda tem um custo muito elevado, e o peso e volume por kw é ainda muito elevado; a autonomia do veículo é reduzida; e o custo do autocarro é também elevado.

As células de combustível em Portugal ainda estão em fase de projecto, a nível dos Institutos de Investigação ou Departamentos universitários, como o INETI (Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial), o IST (Instituto Superior Técnico) o INEGI (Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial) e a faculdade de Engenharia do Porto.

No âmbito da participação no projecto CUTE, a STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA) terá um total de 27 autocarros que circularão no Porto. A alimentação é constituída por uma pilha de combustível com uma potência de 250 kW, que juntamente com o restante do sistema está montado no tecto do autocarro. O módulo de armazenamento consiste em 9 cilindros de 205 litros para uma capacidade total de 44 kg de hidrogénio a 350 bar.

Veículos eléctricos 

Os veículos eléctricos são veículos rodoviários que se diferenciam dos veículos usuais pelo facto de utilizarem um sistema de propulsão eléctrica.

 

Em alternativa à solução comum, em que a propulsão tem por base um depósito de combustível, um motor de combustão interna (que converte a energia armazenada no combustível em energia mecânica) e um sistema de transmissão mecânica às rodas, os veículos eléctricos utilizam motores eléctricos, que convertem energia eléctrica na energia mecânica necessária à sua propulsão. 


Veículos a Biodiesel

O Biodiesel é um combustível obtido a partir de óleos vegetais principalmente de girassol e de colza.

 

O Biodiesel pode utilizar-se em motores Diesel, em mistura com o Gasóleo (geralmente, na proporção de 5 a 30%) ou puro.

A experiência que está a ser levada a cabo em Portugal pretende chamar a atenção para a potencialidade do nosso País na produção de Biodiesel derivado do óleo de girassol, em certas zonas rurais, como o Alentejo, que apresentam condições propícias ao cultivo desta planta (em particular, na zona de regadio proporcionada pela Barragem do Alqueva). Quer-se também provar que o Biodiesel assim obtido é tão aceitável como o derivado do óleo de colza (maioritariamente produzido na Europa Central).

Outro objectivo desta iniciativa é tornar viável o projecto de instalação de uma unidade de produção de Biodiesel, a partir de óleo de girassol.

Assim, já estão em circulação 18 autocarros da Carris com mistura de 10% de Biodiesel.

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