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Desparasitação Interna em Cães e Gatos

 

A desparasitação interna consiste na administração de um anti-helmíntico que pode ser de largo espectro, ou seja, abranger um leque vasto de diferentes parasitas, ou específico para um determinado parasita. Esta é a única forma segura de eliminar os parasitas gastrointestinais. Estes desparasitantes apresentam-se sob a forma de comprimidos, pasta, spot-on ou injectáveis, e devem ser administrados, regra geral, 4 vezes ao ano, ou seja, de 3 em 3 meses. No entanto, podem ocorrer situações particulares, indicadas pelo médico veterinário, em que o seu animal de estimação deve ser desparasitado mais vezes ao ano, como é o caso de fêmeas gestantes, animais jovens, animais doentes, cães pastores, cães de caça e de trabalho. Idealmente deverá ser feita a identificação de parasitas e contagem de ovos destes numa amostra de fezes. Só assim é possível saber se o animal está ou não parasitado, identificar os parasitas e escolher o fármaco mais eficiente para controlar essa infestação.

Não auto-medique o seu animal de companhia. Quando o quiser desparasitar consulte sempre o seu médico veterinário.

Se tem crianças, idosos ou indivíduos imunocomprometidos em casa, consulte o seu médico de família, pois pode ser necessária a desparasitação dos seus familiares. Relembramos que muitos dos agentes que contaminam os nossos animais de companhia igualmente podem contaminar o Homem.

 

Quais os parasitas que podem infestar com mais frequência o cão e o gato?

Os nossos animais de companhia são frequentemente infestados por uma ampla variedade de parasitas que deles dependem para se alimentar e reproduzir. Estes encontram-se na grande maioria dos casos nos intestinos e pulmões, sendo capazes de provocar alterações no estado de saúde.

Estes endoparasitas, muitas vezes chamados de "lombrigas" são na realidade helmintas que conforme a sua morfologia, entre outros parâmetros, se classificam em diferentes classes (Nemátodes e Céstodes).

 

Nemátodes:

- Ascarídeos Toxocara canis (cão), Toxocara cati (gato) e Toxocara leonina (cão e gato) que afecta sobretudo cachorros e gatinhos com menos de 3 meses de idade;

- Ancilostomatídeos Ancylostoma tubaeforma (gato), Ancylostoma caninum (cão), Uncinaria stenocephala (cão) responsável pelo síndrome da larva migrante cutânea no Homem;

- Tricurídeos (Trichuris vulpis (cão).

 

Céstodes:

- Ténias (Taenia pisiformis, Taenia taeniformis (gato), Taenia hidatigena, Taenia multiceps (cão), Taenia serialis (cão);

- Echinococus granulosus (provoca o quisto hidático humano);

- Dipylidium caninum.


Como pode o cão/ gato ficar infectado?

Sobretudo através de ingestão de ovos ou larvas imaturas dos parasitas, que atingem o estado adulto no sistema digestivo do cão ou do gato, onde se alimentam, reproduzem e libertam ovos que são eliminados nas fezes.

A infecção pode ocorrer via oral pela ingestão de ovos, através da via galactogénica em que há ingestão de leite materno parasitado ou através da placenta (via placentária), ou via transcutânea através da pele.

 

Como sei se o meu cão/gato tem endoparasitas?

O animal pode não apresentar sintomatologia, no entanto, podem surgir sinais como: perda de peso, pêlo em mau estado, fezes diarreicas, fezes com sangue ou obstipação, eliminação de parasitas nas fezes ou no vómito, sinais de pneumonia e distensão abdominal.

É importante a detecção de ovos, larvas e parasitas adultos nas fezes, visto que permite identificar as espécies presentes e dirigir a terapêutica nesse sentido.

A parasitose severa de um animal jovem pode levar à sua morte!

 

 

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