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Europa define estratégia para reduzir emissões de pesados

Este tipo de transporte é responsável por um quarto das emissões de CO2.

 

A Comissão Europeia aprovou uma estratégia que permitirá que camiões e autocarros passem a consumir menos combustível e a emitir menos dióxido de carbono (CO2).

 

A estratégia concentra-se em medidas para, a curto prazo, certificar, comunicar e monitorizar as emissões deste tipo de veículos. “Trata-se de um primeiro passo, essencial para reduzir as emissões, dado a comparabilidade entre veículos pesados ter sido, até à data, difícil, devido, em grande medida, à grande variedade de modelos e dimensões dos veículos pesados disponíveis, que são altamente adaptados às necessidades do mercado e produzidos em quantidades muito inferiores às dos veículos ligeiros”, explica a Comissão Europeia em comunicado.

 

A Comissão desenvolveu uma ferramenta de simulação por computador – VECTO – para medir as emissões de CO2 dos novos veículos. Com a ajuda desta ferramenta, a Comissão tenciona apresentar, no próximo ano, propostas legislativas que deverão obrigar à certificação, comunicação e monitorização das emissões de CO2 dos novos veículos pesados.  Tal contribuirá para “um mercado mais transparente e competitivo e para a adopção das tecnologias mais eficientes em termos energéticos”.

 

Quando esta legislação estiver em vigor a Comissão poderá estudar outras medidas para reduzir as emissões de CO2 dos veículos pesados. A opção mais evidente consiste em fixar limites obrigatórios em termos de emissões médias de CO2 dos novos veículos pesados matriculados, tal como já acontece com os automóveis de passageiros e os comerciais ligeiros.

 

Outras opções podem passar por incluir o desenvolvimento de infra-estruturas modernas de apoio à utilização de combustíveis alternativos para os veículos pesados, um regime mais inteligente de tarifação da utilização das infra-estruturas, a utilização efectiva e coerente da tributação dos veículos pelos Estados-Membros e outros mecanismos baseados no mercado. Será ainda realizada uma avaliação de impacto para identificar a opção ou opções mais convenientes em termos de custo-eficácia.

 

Os estudos realizados na fase de elaboração da estratégia indicam que as tecnologias mais recentes podem conduzir a reduções efectivas, de pelo menos 30 por cento, dos custos das emissões de CO2 dos novos veículos pesados. 

 

Os veículos pesados são responsáveis por cerca de um quarto das emissões de CO2 provenientes dos transportes rodoviários e cinco por cento do total das emissões de gases com efeito de estufa na EU. “Se nada for feito, as previsões apontam para que, no período de 2030-2050, os veículos pesados mantenham níveis insustentáveis de emissões, próximos dos registados actualmente”, sublinha a Comissão.

 

Connie Hedegaard, membro da comissão responsável pela pasta da Acção Climática,  considera que foi dado um passo em frente para reduzir as emissões dos transportes rodoviários. “Começámos por criar regras para os automóveis de passageiros e para os comerciais ligeiros e agora podemos ver os resultados: as emissões baixaram, a poluição atmosférica urbana tem vindo a diminuir e os consumidores passaram a dispor de veículos mais inovadores e eficientes em termos de consumo de combustível. Está na hora de centrar as nossas atenções nos camiões e nos autocarros”, declarou.

 

A responsável está convicta de que esta estratégia prevê novas medidas que, a prazo, reduzirão as emissões de CO2 destes veículos, ajudarão os operadores a poupar dinheiro e tornarão a UE menos dependente do petróleo importado.

 

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