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O PAPEL DAS RENOVÁVEIS NO ARREFECIMENTO DAS CIDADES

As tecnologias associadas às energias renováveis adequadas para ambientes urbanos foram alvo de estudo.

“Smart cooling systems for the urban environment. Using renewable technologies to face the urban climate change” demonstra que as tecnologias do eólico e do solar podem ser integradas no design dos edifícios, e que as redes inteligentes podem gerir de forma mais eficiente a produção e a procura de energia a nível local.

Até 2050, 70 por cento da população mundial deverá estar concentrada em áreas urbanas, que deverão enfrentar desafios ambientais importantes: é o caso das elevadas temperaturas, que irão aumentar a procura por dispositivos de arrefecimento.

A tecnologia solar e eólica são cada vez mais encaradas como uma solução importante para lidar com as alterações climáticas e a segurança energética. Algumas cidades já têm feito progressos na integração da energia renovável. Por exemplo, Roterdão adotou um plano, chamado REAP, em que as tecnologias renováveis são trazidas para o planeamento urbano. Adicionalmente, Copenhaga pretende obter 100 por cento da sua energia através de fontes renováveis, de modo a tornar-se na primeira capital livre de carbono até 2025.

Este estudo analisou o potencial papel das renováveis nas tecnologias livres de carbono para ir ao encontro da crescente procura de energia para arrefecimento. A investigadora estudou as tecnologias emergentes e as mais estabelecidas, e aforam como podem ou têm sido integradas nas cidades. Estas tecnologias incluem micro-turbinas eólicas, incorporação de painéis solares em áreas urbanas, e o papel da informação e das tecnologias de informação na gestão do uso da energia.

As tecnologias emergentes incluem uma variedade de designs nas turbinas eólicas, que reduzem o impacto do fluxo errático do vento no ambiente construído, e células solares que são incorporadas em pavimentos e pisos, ideias que estão a ser testadas na Holanda.

A eficiência do abastecimento de energia urbana pode ser melhorada à escala local com instalações de produção combinada de calor e energia. Na Dinamarca, mais de 50 por cento da procura de energia é satisfeita através deste método.

Tecnologias como as micro-turbinas podem ser, segundo os autores deste estudo, uma opção mais atrativa em termos económicos para os proprietários de edifícios, quando comparada com os sistemas tradicionais.

A autora do estudo afirma que o uso de renováveis pode ser parte de um modo de vida mais sustentável nas comunidades urbanas. Gerar energia renovável à escala de um bairro significa que é necessário menos infraestrutura para transferir energia para onde é necessário.  Afirma ainda que os incentivos devem ser atribuídos a projetos públicos e privados.

Mais informação em http://ec.europa.eu/environment/integration/research/newsalert/pdf/renewable_energy_technologies

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